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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Falando em Alice...

Novo 'Alice' não faz jus à obra de Carroll nem de Burton
Qui, 22 Abr, 03h12
Por Carla Navarrete, da Redação Yahoo! Brasil


Mais de um mês e meio após ter estreado nos Estados Unidos, finalmente chega ao Brasil um dos longas mais aguardados dos últimos tempos. A partir desta sexta-feira (23), entra em cartaz nos cinemas de todo país a versão de Tim Burton para "Alice no País das Maravilhas", em cópias 3D, Imax e 35mm.

Tamanha demora teve lá sua explicação: a Disney decidiu pelo adiamento no país para que a produção não competisse com o arrasa-quarteirão "Avatar" na disputa pelo público das salas 3D. Ainda assim, uma estreia logo no início de abril teria sido mais do que suficiente para impedir um embate com o longa de James Cameron. E evitado que muita gente perdesse o interesse pelo filme - o que com certeza aconteceu por aqui.

Quando há pouco mais de dois anos surgiu o anúncio de que Tim Burton filmaria "Alice no País das Maravilhas", a impressão geral foi de que não havia diretor mais perfeito para recontar a clássica história infantil. O projeto ficou ainda mais forte com o anúncio de que Johnny Depp, seu fiel parceiro de filmes, faria o papel do Chapeleiro Maluco.

O resultado, porém, pode ser um tanto quanto decepcionante para quem é fã da obra de Burton, apesar da boa resposta do público nas bilheterias internacionais. Mesmo com todo o virtuosismo do diretor, e sua própria visão do universo fantástico de Lewis Carroll, a trama em si deixa um pouco a desejar.

Para fugir do lugar-comum, Burton optou por não seguir ao pé da letra a história original. Assim, mescla personagens dos dois livros de Carroll, "Alice no País das Maravilhas e "Alice Através do Espelho" em um filme só. Já a sua Alice (vivida por Mia Wasikowska) deixou a infância faz tempo.

Aos 19 anos, a protagonista está prestes a ser pedida em casamento pelo insosso Hamish (Leo Bill), em um acordo de conveniência. Do País das Maravilhas, também conhecido como Mundo Subterrâneo, só restaram algumas lembranças que a jovem acredita não passarem de sonhos.

Ao avistar um coelho no jardim, Alice o segue até uma toca, em uma sequência deveras familiar. A partir daí, é tudo mais ou menos igual ao original: a garota encontra uma porta e uma chave para abri-la, bebe uma poção e encolhe, depois come um bolo e cresce, até que finalmente consegue adentrar o Mundo Subterrâneo.



Lá, Alice reencontra alguns amigos do passado, como o Coelho Branco, o Gato Risonho e os gêmeos Tweedledee e Tweedledum. No entanto, ninguém tem certeza se trata-se da mesma jovem que visitou o lugar anos atrás. O Chapeleiro Maluco (Deep) é o único a reconhecê-la de verdade.

Alice, então, descobre que é a apontada como a única capaz de derrotar o terrível monstro Jaguadarte e destronar a malvada Rainha Vermelha (Helena Bonham Carter), que deixou o Mundo Subterrâneo sob trevas. Para isso, contará com a ajuda de toda a turma, incluindo a gentil Rainha Branca (Anne Hathaway).

Daí em diante, o longa vira mais do mesmo e se transforma em mais uma aventura infanto-juvenil épica como tantas outras, deixando de fazer jus tanto à obra de Carroll quanto à de Burton. No final, acabou ficando mais com a cara do estúdio que o produziu (no caso, a Disney), do que com a do diretor.

Ainda assim, tem seus pontos positivos, como a produção técnica impecável, cujos cenários são um deleite para os olhos do espectador. A tecnologia 3D, porém, neste caso não faz tanta diferença como em "Avatar", que sem ela perde totalmente a graça.

O diretor também acertou ao convidar a mulher Helena Bonham Carter para o papel da histérica Rainha Vermelha - ela está perfeita no papel. Já Depp dá uma outra dimensão ao Chapeleiro Maluco, aqui mostrado como um ser torturado que intercala momentos de sanidade com outros de loucura.

Para o bem ou para o mal, este é o tipo de filme que deve ser visto para que se tire as próprias conclusões. Não é a melhor obra de Tim Burton, mas ainda assim é acima da média em relação ao que Hollywood produz por aí.

Veja trechos exclusivos e o trailer do filme:

5 comentários:

Pedro disse...

Não desfazendo desse filme é claro, mas foi um dos piores do Tim Burton, e olhe que ele é um dos meu diretores preferidos. Tudo bem que a direção de arte do filme é expetacular, os efeitos usados para reproduzir o Gato de Cheshire e a Lebre de Março estão perfeitos. Porém, a adaptação seria mais convincente se fosse seguido à risca. ^^

Thailine disse...

Ctrl C + Ctrl V no Pedro

Mirella Couto disse...

Pelo que eu soube ele msiturou duas histórias, eu não sei porque não vi, mas entendi que ficou meio bagunçado... Mas eu vi Avatar, mas em 2D e certamente ficaria muito bom em 3D também.

Pedro olha-eu-denovo disse...

Olha... Avatar não é ruim mas o sucesso mesmo é só comercial, ainda mais por que tiveram q repor o dinheiro do orçamento :P tudo bem que o efeito especial e a parada em 3D lá é de 1ª. Não colou mesmo foi a "moral da história 'cuidem-da-natureza'" só com a produção do filme toneladas de lixo foran produzidos, sem contar com a divulgação e os dvd's piratas jogados por aí :P

G. Kalte disse...

Concordo com o Pedro. Decepcionante. Dormi no cinema... www.voeventoleste.com.br